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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Ela não vai demorar

Daniel Braz

Ahhh meu coração já vai se apaixonar,
Ahhh mas eu não sei aonde ela foi parar.
Ahhh eu sei que o amor nem sempre é um bom sinal.
Ahhh é pura fantasia, é ideal.

Mas não se assuste, não corremos perigo,
Nenhum de nós está procurando abrigo.
Foi muita sorte a gente se encontrar,
Vem viver, meu bem, deixe seus medos pra lá.

Ela não vai demorar,
Ela vai voltar.
Ela não vai demorar,
Ela vai voltar.

Ahhh se você pensa que eu sou radical,
Ahhh quem ama está pra além de bem e mal.
Ahhh o amor foi sempre o que me transformou.
Ahhh pro sentimento eu digo "sim, senhor".

Sou sincero, também sou amigo,
Não sou do tipo que só olha pro umbigo.
Foi muita sorte a gente se encontrar,
Por favor, meu bem, deixe os receios pra lá.

Ela não vai demorar,
Ela vai voltar.
Ela não vai demorar,
Ela vai voltar.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Som Imaginário - Matança do Porco (1973)


O Som Imaginário começou como banda de apoio de Milton Nascimento e logo lançou voo no lançamento de um LP homônimo em 1970. Ao todo foram três discos lançados, sendo o último a tônica desse post. Dentre os ilustres membros deste conjunto, destacam-se nada mais, nada menos que Zé Rodrix e Wagner Tiso, além de figuras como Tavito e o genial guitarrista Frederyko, ou Fredera, hoje pouquíssimo reconhecido.
Na minha humilde opinião, apesar dos grandes nomes, o motor criativo mais interessante do grupo era Wagner Tiso. O álbum instrumental "Matança do Porco", de 1973, já não contava mais com Frederyko e muito menos com Zé Rodrix, que após o primeiro disco deixou o grupo para se juntar a Sá e Guarabira. Assim, quem assumiu a frente quase total das composições foi o mestre Tiso, com seus arranjos de piano e orgão capazes de nos arrancar algumas lágrimas. Ele foi responsável por conduzir o grupo do pop rock lisérgico para o rock progressivo, dando os primeiros passos através da poética faixa "A Nova Estrela", do álbum de 1971. E a consequência dessa história é o melhor registro progressivo brasileiro que já ouvi em toda a minha vida.
Este tesouro de 1973 é uma belíssima mistura de erudição, jazz, brasilidade e temas de fazer inveja até no Pink Floyd. Algumas participações especiais não podem ser esquecidas, como Danilo Caymmi, na flauta, e o próprio Fredera, em épicos solos de guitarra deixados como vestígios de seu talento. A cereja do bolo fica a cargo de Milton Nascimento e dos Golden Boys, que emprestam suas vozes à sequência final da faixa título, com mais de 11 minutos de duração.

(1973) Matança do Porco

1. Armina (Wagner Tiso)
2. A3 (Wagner Tiso)
3. Armina [Vinheta 1] (Wagner Tiso)
4. Armina nº 2 (Wagner Tiso)
5. A Matança do Porco (Wagner Tiso)
6. Armina [Vinheta 2] (Wagner Tiso)
7. Bolero (Mil, Luiz Alves, Wagner Tiso, Robertinho Silva, Tavito)
8. Mar Azul (Luiz Alves, Wagner Tiso)
9. Armina [Vinheta 3] (Wagner Tiso)


Have a nice trip!

sábado, 6 de março de 2010

The Sunshine Underground - Nobodys Coming to Save You (2010)


Galera, essa banda tá me deixando louco!!! Tudo começou quando lá estava eu andando pelas ruas de Camden Town, em Londres, e passei pela porta de um "nightclub" histórico com música ao vivo, chamado Koko, que ficava pertinho do apartamento aonde eu estava passando férias com a minha família. Eu, que estava louco pra beber rock britânico da fonte, não pude evitar de dar uma olhada na programação. Percebi que havia uma tal de Sunshine Underground que iria tocar por lá na semana seguinte, quando eu ainda estaria na cidade.
Mais tarde, assim que eu cheguei em casa, fui direto pra internet procurar mais informações sobre a banda. Me dei conta de que os caras tinham acabado de lançar o segundo álbum (saiu no dia 01/fevereiro), exatamente esse da foto aí em cima. Depois, procurei pelos vídeos da banda no You Tube, onde encontrei vários de seus clipes, e fiquei bastante empolgado. Recomendo que assistam a eles, embora todos, com exceção de "Coming to Save You", sejam músicas do primeiro álbum, "Raise The Alarm", de 2006, ótimo por sinal.
Mas, enfim, vamos falar mais sobre a banda em si. O Sunshine Underground teve origem na cidade de Leeds, na Inglaterra, e é formado por Craig Wellington (guitarra e voz), Stuart Jones (guitarra), Daley Smith (baixo) e Matthew Gwilt (bateria). Seu estilo é rotulado como indie rock, mas, cá entre nós, dá pra ser menos genérico. Bom, eu já ouvi muitas comparações a um conjunto estadunidense chamado The Rapture, e, de fato, eles parecem ter, de certa maneira, traços rítmicos desses americanos. Também já ouvi compararem os "Sunshine" ao The Killers, também norte-americanos, e talvez eles realmente possuam uma pegada semelhante. Já eu, após ter assistido ao show esmagado contra a grade e ter levado muita porrada na rodinha, incluindo socos e chutes na cara, julguei que eles trazem muito do espírito dançante dessas e de outras bandas, como o Arctic Monkeys e o Franz Ferdinand. Ao mesmo tempo, há certas melodias tortas e arranjos viajantes, principalmente no segundo álbum, que me lembram claramente o Radiohead. Junto a tudo isso, ainda há forte influência da música eletrônica. Confuso? Eu também estou. Agora, ouça com seus próprios ouvidos e entenda porque eu disse que esses ingleses estão me pirando! Se surpreenda com uma sonoridade que parece com muita coisa, mas soa incrívelmente autoral e inquietante.
"Nobodys Coming to Save You" foi produzido por Barny, que tem, em seu currículo, bandas como o próprio Franz Ferdinand e o Arctic Monkeys, já citados anteriormente. É muito mais experimental e menos pop do que o álbum de estréia, o que, na minha opinião, fez com que a banda se tornasse ainda mais interessante do que já era.
O álbum tá aí, não digo mais nada!

(2010) Nobodys Coming to Save You

1 - Coming to Save You
2 - Spell It Out
3 - We've Always Been Your Friends
4 - In Your Arms
5 - A Warning Sign
6 - Change Your Mind
7 - Any Minute Now
8 - Here It Comes
9 - One By One

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

AC/DC - Powerage (1976)


Como sou uma cara de palavra, aqui está o álbum do AC/DC que eu fiquei de disponibilizar pra vocês! "Powerage" vem direto de 1978, quando o grupo, para grande parte dos fãs, vivia plenamente a sua formação mais consagrada, com certeza em razão, principalmente, da inesquecível voz de Bon Scott. E não é à toa, pois não poderia haver uma figura melhor para o posto de frontman do que Bon, que encarnava perfeitamente o espírito machista e totalmente sem frescuras do AC/DC, antítese ao purpurinado Dave Evans, o primeiro a assumir os vocais, em 1973.
Bon Scott nasceu na Escócia, assim como os irmãos Malcolm e Angus Young, fundadores e mentores da banda. Mera coincidência, pois o contato entre eles só se daria em 1974, na Austrália, para onde suas famílias se mudaram quando ainda eram crianças. Fazendo jus ao já comentado espírito da banda, com apenas 15 anos Bon já tinha largado o colégio e passado a trabalhar em qualquer emprego subalterno que encontrasse pela frente. Ainda adolescente ele já havia passado um curto tempo na prisão e alguns meses em uma cadeia para jovens infratores. Quando Bon tentou se alistar no exército australiano, foi recusado sob alegação de ser "socialmente mal ajustado".
Não! Bon Scott não era apenas um maluco inconsequente, ele também era músico (hahah é, talvez eu esteja sendo meio redundante...). Ele tocava bateria e, obviamente, cantava, tendo integrado bandas não muito bem sucedidas como The Spektors, The Valentines e Fraternity. Após deixar o Fraternity e ter sofrido um grave acidente de moto, ele arranjou um novo "bico" como motorista do AC/DC e, posteriormente, quando ninguém mais na banda aguentava Dave Evans, Bon se mostrou interessado em substituí-lo.
A partir daí, o AC/DC inicia sua decolagem, que culmina em 1980, quando a banda finalmente se consagra nos Estados Unidos e se torna, definitivamente, uma gigante do rock. Mas Bon Scott já não estava mais entre nós, tendo morrido em fevereiro do mesmo ano por asfixia em seu próprio vômito, após uma rotineira noite de bebedeira. Logo, o sucesso de "Back In Black", um álbum em sua homenagem, o segundo mais vendido da história, foi uma incrível ressurreição do grupo, fortemente incentivada pela mãe do falecido vocalista, trazendo em seu lugar o veterano Brian Johnson (ex-Geordie).
A chamada "Era Bon" do AC/DC foi impecável, mantendo uma linearidade de discos clássicos desde 1975 até 1979. Fazem parte dessa época, em ordem cronológica, os álbuns "High Voltage", "T.N.T." (para o lançamento fora da Austrália, esses dois álbuns foram enxugados e sintetizados em um só, com o nome de "High Voltage"), "Dirty Deeds Done Dirt Cheap", "Let There Be Rock" (ambos, também, com versões australianas diferentes), "Powerage", "If You Want Blood You've Got It" (ao vivo) e "Highway to Hell".
O disco de hoje, "Powerage", é, para mim, o segundo melhor com Bon Scott como vocalista, atrás, apenas, do épico "Highway to Hell". Não por ter sido um dos mais vendidos ou por trazer um maior número de clássicos, mas por, ao meu ver, consolidar de uma vez por todas a personalidade do AC/DC, trazendo um repertório pesado, bem trabalhado e inspirado. Nenhuma música merece destaque em particular, pois o álbum é arrepiante do início ao fim, mas vale a pena citar faixas como "Rock N' Roll Damnation", "Riff Raff" e "Sin City" como algumas das mais memoráveis da carreira do grupo.

(1978) Powerage

1 - Rock N' Roll Damnation
2 - Don't Payment Blues
3 - Gimme a Bullet
4 - Riff Raff
5 - Sin City
6 - What's Next To The Moon
7 - Gone Shootin'
8 - Up To My Neck In You
9 - Kicked In The Teeth


Eu sei que isso não faz diferença alguma pra ninguém, mas só quero avisar que tirarei, a partir de hoje, umas pequenas férias do blog, pois sexta-feira vou pra Salvador e só estarei de volta no dia 05 de janeiro, com certeza com muitas novidades. Então, espero que, até lá, vocês todos já estejam viciados em AC/DC!
Tenham um feliz natal e uma maravilhosa virada de ano!

domingo, 8 de novembro de 2009

Solana - Feliz, Feliz (2008)


Galera, peço perdão a vocês, os poucos frequentadores desse singelo blog, pelo tempo que eu acabei ficando sem postar. O problema é que meu computador sempre escolhe essa época do ano para quebrar, já tava na hora mesmo!
Mas, enfim... percebi, ao fazer o login no 4shared, que o número de downloads dos discos que venho postando aumentou bastante e fiquei muito empolgado. Fico, realmente, muito feliz por haver gente que, verdadeiramente, se interessa pelo material do Espelho Translúcido! Muito obrigado!

O disco de hoje é de uma banda capixaba de rock alternativo, indicada pela minha amiga Natália, chamada Solana.
Formado por Juliano Gauche (voz, violão e guitarra), Murilo Abreu (voz e contra-baixo), Rodolfo Simor (guitarra e violão) e Bento Abreu (bateria), o Solana deu as caras no ano de 2003, em Vitória, com o seu primeiro disco, "Quanto Mais Pressa Mais Devagar", e revelou um pop/rock com muita personalidade e letras extremamente sensíveis e poéticas. Daí, houve um hiato de 5 anos sem inéditas que deu brecha para a banda aprimorar-se ainda mais e ir bem mais fundo em seu novo projeto.
"Feliz, Feliz", de 2008, foi disponibilizado para download gratuito no site da banda e é uma revelação exorbitante, tendo sido de enorme inspiração para mim. O disco é muito experimental, totalmente fora dos padrões, mas não chega a ser louco, e sim, ousado, apresentando uma sonoridade inteligente e tocante. As letras assumiram uma linguagem ainda mais próxima da linguagem literária, e os títulos, exceto os das faixas 4 e 7, foram, inclusive, tirados do livro "Os Trabalhadores do Mar", de Victor Hugo. Do repertório, dou destaque para "Para tua mulher quando te casares", "A melodia de Bonny Dundee", "O interior de um edifício debaixo do mar" e "Alegria cercada de angústia".
Em 2009, o Solana iniciou a turnê de seu novo show, chamado "Veneza", que inclui as músicas do último disco e mais 11 novas canções que serão gravadas no próximo álbum, homônimo, da banda. E, enquanto isso, nós fãs esperamos ansiosamente e vamos nos satisfazendo com os vídeos que saem na internet.

(2008) Feliz, Feliz

1 - Para tua mulher quando te casares
2 - A melodia de Bonny Dundee
3 - As perfeições do desastre
4 - Outro dia assim
5 - Deruchett
6 - Os ventos do Largo
7 - Sob o que não quer mais
8 - O interior de um edifício debaixo do mar
9 - Alegria cercada de angústia


Espero que vocês curtam!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Toninho Horta - Diamond Land (1988)

"Diamond Land" foi o disco que, finalmente, fez com que Toninho Horta conquistasse o mercado dos EUA.
Para quem não sabe, Toninho Horta é um dos ícones mineiros da música brasileira. Ainda nos anos 70, o guitarrista já era uma referência nacional, principalmente após ter gravado com Elis Regina e ter integrado o Clube da Esquina, juntamente com os conterrâneos Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Wagner Tiso, Fernando Brant, entre outros. Também não demorou muito para que o seu trabalho começasse a ser apreciado por músicos estrangeiros, e, já que toquei no assunto, não há como não citar o famoso guitarrista de jazz, Pat Metheny, como um verdadeiro apóstolo de Toninho Horta.
Convenhamos que é um pecado que um músico extraordinário como Toninho, tendo reconhecimento internacional e integrando inúmeras listas como um dos guitarristas mais influentes do jazz mundial, receba tão pouco destaque em seu próprio país. Por isso, ouçam o disco que estou postando hoje, é um carinho para os ouvidos. Ao contrário dos seus lançamentos nacionais anteriores, "Diamond Land" é um álbum totalmente instrumental, com exceção, apenas, da última faixa, "Broken Kiss" (a clássica "Beijo Partido", já eternizada por Milton Nascimento em seu álbum de 1975, "Minas", e composta por Toninho Horta). Falando nisso, outras faixas com o nome disfarçado são "Sunflower", que é, nada mais, nada menos, que "Um Girassol da Cor de Seu Cabelo", de Lô Borges e Márcio Borges, e a própria faixa-título, que corresponde a "Diamantina", do violonista mineiro Juarez Moreira.
Não vou dar destaque a nenhuma faixa em especial pois, sinceramente, o álbum inteiro é maravilhoso.

(1988) Diamond Land

1 - Mountain Flight (Toninho Horta)
2 - Ballad For Zawinul (Iuri Popoff)
3 - Raul (Toninho Horta)
4 - Sunflower (Márcio Borges/Lô Borges)
5 - Luisa (Toninho Horta)
6 - From The Lonely Afternoons (Milton Nascimento/Fernando Brant)
7 - Pilar (Toninho Horta)
8 - Waiting For Angela (Toninho Horta)
9 - Diamond Land (Juarez Moreira)
10 - Broken Kiss (Toninho Horta)


Quem se interessar pelo trabalho do Toninho Horta, pode apostar nos discos "Terra dos Pássaros" e "Toninho Horta", ambos de 1980. No primeiro, estão, por exemplo, músicas como "Diana" e "Dona Olimpia" e, no segundo, "Aqui, Oh!", "Bons Amigos" e "Manuel, o Audaz".

É isso aí galera, até breve!

sábado, 5 de setembro de 2009

Paul McCartney - Flaming Pie (1997)

Eis aqui meu ídolo, meu músico preferido, minha inspiração máxima, nada menos que Sir Paul McCartney.
Os Beatles são muito populares, mas pouca gente conhece bem o trabalho solo de seus integrantes. Após o fim do Fab Four, Paul merece atenção, principalmente ao formar, em 1971, juntamente com Linda, sua esposa, e o guitarrista Danny Layne, os Wings, que ascendeu a partir de sucessos como "My Love" e "Live and Let Die", composta especialmente para o filme "007: Viva e Deixe Morrer", atingindo seu auge em um álbum ovacionado pelo público e pela crítica, "Band On The Run", de 1973. Eu recomendo toda a discografia deles, a boa música é garantida.
Na década de 80, depois da separação dos Wings, McCartney obteve vários êxitos, principalmente com os discos "Tug Of War", de 1982, e "Pipes Of Piece", de 1983.
No século XXI, a grande surpresa, sem dúvida, foi "Chaos and Creation In the Backyard", de 2005 , um disco que não deixa nada a desejar aos trabalhos da década de 70.
Mas, hoje, o assunto em questão é o álbum de 1997, "Flaming Pie", e esse eu incluo no meu xodó da discografia do Paul. Esse disco foi indicado ao Grammy, sendo o primeiro a atingir o Top 10 das paradas de sucesso americanas desde "Tug Of War". Foi, também, o último antes da morte de Linda McCartney. É um daqueles que a gente põe várias vezes seguidas pra tocar e nunca enjoa de ouvir.
Ao meu ver, esse álbum resgata o clima roqueiro da época dos Wings e é uma volta a um estilo menos pop e de mais bom gosto de Paul McCartney. Músicas inspiradíssimas, como "The World Tonight", "Heaven On a Sunday" e a faixa título, mostram o talento e a versatilidade de um dos músicos mais bem sucessidos da história.
Outra boa notícia é a contribuição do guitarrista Steve Miller em "If You Wanna", "Young Boy" e "Used To Be Bad", e do nosso amado Ringo Starr, que assumiu as baquetas em "Really Love You" e "Beautiful Night".
Curiosidade: o nome "Flaming Pie" (torta flamejante), faz referência a um episódio da década de 60, quando Lennon escreveu em um artigo de revista que o nome da banda veio quando um homem em uma torta flamejante apareceu para ele em uma visão e disse, "a partir de hoje, vocês se chamam Beatles com 'A'".

(1997) Flaming Pie

1 - The Song We Were Singing
2 - The World Tonight
3 - If You Wanna
4 - Somedays
5 - Young Boy
6 - Calico Skies
7 - Flaming Pie
8 - Heaven On A Sunday
9 - Used To Be Bad
10 - Souvenir
11 - Little Willow
12 - Really Love You
13 - Beautiful Night
14 - Great Day

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Lynyrd Skynyrd - Lynyrd Skynyrd (Pronounced 'lĕh-'nerd 'skin-'nérd) (1973)


Lynyrd Skynyrd foi uma das bandas que mais me influenciou quando eu comecei a ouvir rock. E, se tem uma coisa que me deixa frustrado, é o fato de que a maioria das pessoas não fazem idéia de outra música desses caras que não seja "Sweet Home Alabama". Por isso, eu me motivei a postar o primeiro disco deles, "Lynyrd Skynyrd (Pronounced 'lĕh-'nerd 'skin-'nérd)", de 1973, uma obra prima, cá entre nós...
Primeiramente, pra quem não sabe, Lynyrd Skynyrd é uma banda americana setentista da Flórida, de country-rock, e que acabou terminando trágicamente, quando vários membros da banda morreram num acidente de avião, incluindo o vocalista e principal compositor, Ronnie Van Zant. Em 1987, a banda voltou a ativa em uma nova formação trazendo Johnny Van Zant, irmão mais novo de Ronnie, nos vocais e continuou a lançar coisas inéditas até hoje.
O álbum de hoje é uma jóia rara do rock, e não tem "Sweet Home Alabama". Trazendo clássicos como "Tuesday's Gone", "Gimme Three Steps", "Free Bird" e "Simple Man", o disco de estréia do Lynyrd Skynyrd é impecável e viciante. E com a dosagem certa dos ingredientes, oscilando perfeitamente entre countries disfarçados de rock n' roll, rocks disfarçados de country e excelentes baladas, com solos marcantes de guitarra e lindas melodias cantadas pelo falecido Ronnie Van Zant. A formação dessa época trazia, também, Gary Rossington na guitarra, Allen Collins na segunda guitarra, Ed King na terceira guitarra, Billy Powell nos teclados, Leon Wilkeson no baixo e Bob Burns na bateria.
O que eu tinha que fazer eu já fiz, agora é só baixarem o disco e virem me agradecer depois, hahah...

(1973) Lynyrd Skynyrd (Pronounced 'lĕh-'nerd 'skin-'nérd)

1 - I Ain't The One
2 - Tuesday's Gone
3 - Gimme Three Steps
4 - Simple Man
5 - Things Going On
6 - Mississipi Kid
7 - Poison Whiskey
8 - Free Bird


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Leblon Jazz Festival

Por essa eu não esperava, mas vejam só... estou isolado em casa, desde quarta-feira, por suspeita de gripe suína. Não há como saber se tenho a doença, já que o exame de sangue só está sendo feito em quem se encontra em estado grave, já desenvolvendo uma pneumonia, então, o que me resta é me cuidar e esperar pra ver...
Como estou sob o efeito do paracetamol, minha febre está sob controle. Por isso, aproveitei para escrever qualquer coisa por aqui.

No último sábado, 25/07, foi realizado, na Rua Dias Ferreira, o Leblon Jazz Festival, que comemorou os 90 anos do bairro, trazendo algumas atrações bem interessantes. O evento foi gratuito e reuniu 7 bandas, que se apresentaram no período entre 14h e 22h (na verdade, houve um atraso de mais de 1 hora). Resolvi escrever sobre as 4 principais:

- George Israel e Os Roncadores: Esse foi um showzasso... O saxofonista do Kid Abelha, que está de férias desde 2007, se apresentou com sua banda, em seu projeto solo, mas tocou de tudo, mostrando uma enorme versatilidade.
Antes de subir no palco, ele se misturou à platéia, acompanhado de Rodrigo Sha e Gustavo Contreras, Os Roncadores, e os três tiraram o maior som dos seus saxofones. Já no palco, nos presentearam com muito jazz, músicas próprias de George Israel e Rodrigo Sha, Kid Abelha, Barão Vermelho, Beatles, e muitos outros.
Foi uma apresentação muito animada, com muitos clássicos e uma correspondência calorosa do público.

- Victor Biglione: O famoso guitarrista argentino/brasileiro, divulgando seu novo projeto em homenagem a Tom Jobim, dissecou inúmeras composições do maestro e de outras figuras da MPB, como Milton Nascimento, hora em seu violão de 12 cordas, hora em sua guitarra semi-acústica.
Não há como ignorar a habilidade e a experiência de Victor Biglione em seu instrumento, mas a verdade é que esse cara é um mascarado. Além disso, ele só quer aparecer, mostrar que sabe tocar rápido, que tem domínio sobre o tom, mas tudo que ele consegue é destruir a harmônia e fazer com que o público conte os minutos para que sua apresentação acabe.
No palco, sua banda fica lá nos fundos e ele, com seu banquinho exageradamente à frente, se dirige aos espectadores com tom de professor. Além disso, sua guitarra e seu violão têm volume alto demais em relação aos outros instrumentos, um assassinato ao jazz, que mantém, religiosamente, todos os músicos no mesmo patamar, mesmo em projetos solo.

- Mallu Magalhães: A menina de 16 anos, que teve sua carreira deslanchada surpreendentemente ao fazer um enorme sucesso na internet com composições próprias e que, atualmente, enfrenta enorme polêmica em função de seu namoro com Marcelo Camelo, 15 anos mais velho, teve que enfrentar a falta de luz, que atrasou ainda mais o festival. Suas canções seguem uma linha folk, com muita influência de Johnny Cash e Bob Dylan, quase todas elas em inglês.
A verdade é que se a jovem compositora tem algum talento especial, ainda está em estado bruto. Sua letras são infantis demais, cheias de papapas e tchubarubas. Além do mais, ela não sabe tocar bem violão, nem banjo, nem guitarrinha havaiana, nem gaita e não sabe cantar. A naturalidade das suas primeiras músicas foi perdida, pois é possível notar uma grande interferência de sua banda de apoio nas novas composições, fazendo com que Mallu se transforme num bebê que não sabe o que está fazendo mas que quer brincar. Outra coisa é que, não sei se propositalmente, ao falar com a platéia, ela não parece ter 16 anos, e sim, uns 8.

- Marcelo Camelo: Como foi o último a se apresentar, acabou sendo o mais prejudicado pelo atraso do festival, que deveria terminar as 22h, em função do barulho. Isso fez com que, infelizmente, o músico reduzisse o seu repertório. Ele, acompanhado da banda Hurtmold, tocou 7 músicas de seu primeiro disco solo, "Sou", de 2008, e, no bis, mandou "Além do que se Vê", de sua banda em hibernação, Los Hermanos.
O som não estava muito bom para nenhum dos artistas que tocaram no evento, mas foi no show do Camelo que isso mais me incomodou. De qualquer forma, esse problema não foi suficiente para comprometer a qualidade das músicas desse compositor que, nos últimos anos, vem sendo constantemente comparado a Chico Buarque de Hollanda.
Sugiro que, se você nunca viu Marcelo Camelo ao vivo, veja, no mínimo como uma experiência. Através do Los Hermanos, ele conquistou um público tão fiel, que, mesmo com sua timidez nos palcos, o músico recebe da platéia calorosas manifestações de paixão e devoção. Essa resposta dos fãs é intensa ao ponto que, se ele resolvesse parar de cantar, certamente haveria um coro enorme para exercer essa função do início ao fim da apresentação. E é isso que ele faz em músicas como "Janta", "Doce Solidão" e "Além do que se Vê", deixando estrofes inteiras abertas para centenas de vozes as preencherem.
Hoje estou postando aqui o disco "Sou" para vocês baixarem. Eu acho maravilhoso, espero que vocês gostem!


(2008) Sou

1 - Téo e a Gaivota
2 - Tudo Passa
3 - Passeando
4 - Doce Solidão
5 - Janta
6 - Mais Tarde
7 - Menina Bordada
8 - Liberdade
9 - Saudade
10- Santa Chuva
11 - Copacabana
12 - Vida Doce
13 - Saudade (instrumental)
14 - Passeando (instrumental)



E é isso aí... se Deus quiser, semana que vem eu tô de volta, saudável e postando mais coisas!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Curtis Mayfield - SuperFly (1972)


Hoje em dia, é um trabalho árduo encontrar por aí um artista que tenha identidade própria, que faça um som de qualidade. Mais raros ainda são os grandes gênios da música, sobre os quais a impressão que se tem é que, a cada geração, eles se tornam relíquias mais valiosas.
O cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista Curtis Mayfield é uma dessas preciosidades. Curtis ganhou notoriedade na década de 60, como vocalista e compositor do grupo de soul The Impressions. Na década de 70, sua carreira solo decolou e deu a ele reconhecimento digno de um mestre. Seu estilo reúne a força dos metais e os grooves mais dançantes do soul e do funk, com extravagantes arranjos de cordas e piano, além de traços marcantes do astro, como seu gosto por levadas de guitarra recheadas de wah-wah, seus vocais em falsete e suas letras engajadas. Em 1990, sua carreira sofreu forte declínio devido a um bizarro acidente durante uma apresentação, quando um poste de luz caiu sobre Curtis, deixando-o tetraplégico.
A obra-prima desse músico é o álbum "SuperFly", trilha sonora do filme homônimo, de 1972, a respeito de um traficante de cocaína que resolve "ajeitar" sua vida para não acabar preso ou morto, mas percebe que sair do crime organizado é muito mais complicado do que se imagina. O disco traz lendárias faixas, como "Little Child Runnin' Wild", "Pusherman", "Give Me Your Love" e "SuperFly".
Antonio, se você estiver lendo, esse disco é pra você! hahah...
Abaixo, como sempre, está o link para baixar o álbum. Se alguém baixou todos os que eu postei até agora, muito obrigado, esse é o meu objetivo!

(1972) SuperFly

1 - Little Child Runnin' Wild
2 - Pusherman
3 - Freddie's Dead
4 - Junkie Chase
5 - Give Me Your Love
6 - Eddie You Should Know Better
7 - No Thing On Me
8 - Think
9 - SuperFly

sábado, 27 de junho de 2009

Jorge Drexler - Eco² (2005)


Jorge Drexler é um daqueles artistas que, após serem ouvidos pela primeira vez, nos deixam com a sensação de termos, finalmente, achado a agulha no palheiro. Esse talentosíssimo cantor e compositor uruguaio se apresentará amanhã (28/06) no Canecão e eu, é claro, não poderia perder essa oportunidade.
Nascido em Montevidéu, no Uruguai, Jorge faz uma mescla de pop, poesia e música eletrônica e tem uma notável influência da música brasileira, já tendo, inclusive, gravado com Maria Rita e composto para um de seus discos, além de ter sido gravado por artistas como Zélia Duncan, Celso Fonseca e Paulinho Moska. Suas músicas têm um ar bem aconchegante, sustentado essencialmente pelo violão e pelas melodias suaves do cantor. Dentre as inúmeras premiações que ganhou mundo afora, acredito que a mais importante foi o Oscar de melhor canção original para "Al Otro Lado Del Río", do filme "Diários de Motocicleta", de Walter Salles.
Estou disponibilizando abaixo o link do meu disco preferido do Jorge Drexler, "Eco²", um relançamento do albúm "Eco", de 2004, com a inserção de 3 faixas bônus, incluindo "Al Otro Lado Del Río". Dentre as pérolas desse disco, destaco algumas, como "Deseo", "Todo Se Transforma", "Don de Fluir" e a própria faixa título.

Espero que vocês curtam!

(2005) Eco²

1 - Eco
2 - Deseo
3 - Todo Se Transforma
4 - Guitarra y Vos
5 - Transporte
6 - Milonga Del Moro Judío
7 - Polvo de Estrellas
8 - Se Va, Se Va, Se Fue
9 - Don de Fluir
10 - Fusión
11 - Salvapantallas
12 - Al Otro Lado Del Río (bônus)
13 - Oda al Tomate (bônus)
14 - El Monte y El Río (bônus)